Palestra de Davoli sobre mercado de trabalho ajuda estudantes do 3º ano do GEO a refletirem sobre suas próprias escolhas profissionais

Entender que profissões mudam diante de um mercado de trabalho oscilante, e que devemos estar prontos para a mudança; que uma profissão é parte da gente, não deve escravizar e que sua escolha não resolve a vida; e que se vive para fazer a diferença no mundo, movimentar ideias próprias ou de outras pessoas. Essa foi a essência da palestra do psicólogo, educador e palestrante, Guilherme Davoli, que abriu o segundo semestre letivo dos alunos da 3ª Série do Ensino Médio do GEO Tambaú e do GEO Sul, na manhã desta quinta-feira (08). A proposta da apresentação, intitulada “Sonhos, desafios e perspectivas do mercado de trabalho”, faz parte do projeto GEO de educar para a vida e teve o objetivo de ajudar os jovens estudantes com informações que os ajudem na tomada de decisões que os impactarão pelo resto de suas vidas.

O evento, que teve início às 7h30 no GEO Tambaú e depois, às 10h, no GEO Sul, foi aberto pelo professor Roberto de Oliveira, diretor do GEO João Pessoa. Na ocasião, ele perguntou se os alunos descansaram nas férias e destacou o quanto momentos de descanso e reflexão como o da palestra em questão são importantes para eles, perto de escolher uma profissão, o façam de forma mais tranquila e segura. “Muitos de vocês passaram o mês de julho estudando. Tudo bem. Isso é bom, mas sem exagero. Vocês estão em um momento muito importante da vida. Precisam de orientação para pensar nos desafios que a vida trará com a finalização do Ensino Médio e estamos aqui para ajudá-los, não apenas nas salas de aula, mas, também através de outras atividades como essa”, destacou o diretor.

Em seguida, o psicólogo Guilherme Davoli, começou sua palestra falando em depressão. Ele explicou que a doença é diferente de “tristeza” e comentou que ela é muito comum nesta fase da vida que os jovens estão em função da pressão de escola, pais, família e amigos para realizar bem uma escolha. “Na depressão não temos claro nosso propósito, não compreendemos nossa realidade. Tristeza sabemos. Estamos tristes pela morte de alguém, pela decepção do fim de uma relação, enfim. Então, mais importante do que passar no exame é saber o que vocês querem fazer. Saber qual o propósito disso. Temos então, o sonho. Assim, estaremos livres da depressão”, disse Guilherme.

Ele confirmou que metade dos 127 alunos presentes no auditório do GEO Tambaú não tinha certeza do curso que fariam no ano que vem. “Se vocês ainda não escolheram, conversem com as pessoas. Não fiquem na pesquisa do Google. Quer fazer Direito? Converse com um advogado. Não aquele seu tio, mas alguém de fora da família. Vá ao Forúm. Veja qual o clima. Ele vai fazer parte de você e a atividade tem que dar sentido ao seu dia, não escravizá-lo”, orientou, acrescentando que se deve ter muito cuidado com a expressão “sou bom nisso”. É comum o aluno que acha que é bom em matemática e vai fazer engenharia ou gosta de biologia e vai fazer odontologia. “A verdade é que no decorrer do curso a necessidade da matemática vai diminuindo. Se for ortodentista, tem mais a ver com mecânica e funilaria do que com qualquer outra coisa”, brincou Guilherme.

O coordenador pedagógico do Ensino Médio do GEO Tambaú, André Luís, comentou que a palestra assume uma grande importância e necessidade nesse momento da vida dos alunos, tendo em vista que essa é uma decisão muito “solitária” e que é importante que a escola ajude nesse sentido também. “Eles estão cercados de uma insegurança que é normal nessa fase da vida. E quando a escola abre esse espaço é quando eles conversam, abrem um pouco de suas preocupações e a gente também consegue colocar ideias novas para eles. São muito produtivas as situações como essas”, avaliou o coordenador.

Curiosidade e flexibilidade não podem faltar

Ainda de acordo com o psicólogo, além de ter um propósito, ou seja, saber que “o ser o humano mexe com o mundo e com as ideias”, características como flexibilidade para a mudança e curiosidade para aprender fazem parte de um profissional do futuro. Ele enfatizou que se perguntassem a ele qual a perspectiva do mercado no futuro ele responderia que não sabe. “Ele é oscilante. Quando eu me formei, em 1979, havia 22 profissões apenas. Hoje são 187 cadastradas no Brasil. E a cada dia estão surgindo novas e deixando de existir outras. Isso é parte das mudanças trazidas pelas tecnologias. Exemplo disso é que antes o médico oncologista fazia tudo sozinho em um centro cirúrgico. Hoje, temos os físicos médicos que atuam junto e isso muda a configuração de um ambiente de trabalho. Precisamos estar prontos para essas mudanças, trabalhar naquilo que pode ser nossa fraqueza e seguir em frente, sempre curiosos e prontos para fazer mais do que o trabalho contratado, trabalhar em grupo, aprender mais”, comentou.

Ao final, ele lembrou a todos que a escola, pais e família esperaram muito por esse momento e que todos compreendem que é uma fase difícil. “Todos protegeram vocês para que chegassem até aqui. Ano que vem será diferente”, disse Guilherme, dando algumas dicas. “Quando for estudar deixem o celular desligado e quando for pegar, esperem uns 10 minutos. Pega uma fruta, uma agua. Isso é neurociência. Você está com informações importantes na cabeça e se pegar no celular, abrir a rede social, vai ‘entrar’ novas informações, estas sem importância para você e cheia de poluição visual”, afirmou.

A busca pela excelência

Para encerrar o encontro, o professor Roberto de Oliveira frisou a necessidade de se buscar não o sucesso, mas a excelência. “Fazer o que nos faz feliz. Esse é o ponto. assim, investimos toda nossa dedicação porque gostamos daquilo. O segredo é tentar ser feliz no que se faz. Ter um propósito e buscar a excelência”, afirmou o diretor. A fala do professor Roberto, inclusive, trouxe pontos que também chamaram a atenção de Lucas França, da 3ª Série A. “A palestra foi muito cativante e me mostrou que só devemos competir conosco mesmo. Não ser melhor do que ninguém, mas superar nossos desafios, alcançar nossos propósitos. Ele me deu uma nova visão e fiquei muito satisfeito”, comentou o estudante.

Já Maria Lucy Lopes, está entre aqueles que ainda não escolheram o curso e, por isso, também ficou muito feliz com a orientação que teve na manhã desta quinta-feira. “Achei sensacional a palestra. Prestei atenção a todos os pontos e absorvi também as dicas para fazer essa escolha mais acertada”, disse ela.

Postado em: 13/08/2019, Por : News Comunicação

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