Month: agosto 2017

Criação de alíquota sobre importação do Etanol anunciada pela Camex semana passada beneficia toda a cadeia produtiva

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A escalada de importação do Etanol, de forma especulativa, começou a ter um enorme crescimento em outubro do ano passado. Isso fez com que o fornecedor de cana-de-açúcar recebesse menos pela cana. O preço da matéria-prima caiu a partir de outubro cerca de 20% e isso fez com que o Nordeste, em plena safra, mesmo tendo uma safra menor, que na Paraíba foi de 4,9 milhões de toneladas, se visse obrigado a ficar com Etanol no tanque das usinas sem conseguir vender para as distribuidoras, que viam comprando o produto dos importadores. Diante desta situação, em dezembro, a Paraíba começou a elaborar um pedido para a Câmara do Comércio Exterior (Camex) para criar uma alíquota sobre a importação do produto como defesa comercial. Essa solicitação, depois encampada por outras entidades em nível regional e nacional, foi acatada na semana passada, com a criação da cota de importação de 600 milhões de litros de etanol ao ano livre de tarifa. A importação acima desse volume passará a ser tarifada em 20%. A medida terá duração de 24 meses e, após esse prazo, será novamente avaliada pela Camex. A medida beneficia toda a cadeia produtiva.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produção do Álcool da Paraíba (Sindalcool), Edmundo Barbosa, confirma que a criação da cota de importação só foi acatada pela Camex depois de muitas articulações e com o apoio dos fornecedores, de parlamentares, da Unida, da Feplana, de todos os sindicatos e associações, inclusive da Única. “De fato, a proposta da Paraíba, apreciada na Camex acabou sendo aprovada no último dia 23 com uma restrição, ou seja, com uma cota livre de importação de 600 mil metros cúbicos”, explica Edmundo. Ele ressalta que somente este ano, a importação de Etanol já alcançou 1,4 bilhão de litros, com aumento de 320% em relação a 2016, quando foram importados 832 milhões de litros, prejudicando não só os produtores do Nordeste, mas de todo o Brasil. “A definição dessa alíquota é extremamente benéfica e nós estávamos lutando para que isso acontecesse”, destaca Edmundo.

De acordo com o presidente do Sindálcool, a medida beneficia toda a cadeia produtiva, inclusive os produtores de cana. “A criação dessa alíquota não beneficia somente o setor industrial. Ela também é positiva para os produtores. “Os fornecedores de cana se beneficiam na medida em que, como o Brasil é o maior exportador de açúcar e o açúcar está com os preços muito abaixo do custo de produção, já que ele não está remunerando nem o custo de produção, isso em função da pouca atenção do governo, já que o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e o segundo de etanol. Portanto, o fornecedor de cana se beneficia, a partir de agora, com uma provável elevação no preço do açúcar e também por uma provável elevação do preço do etanol em função do programa RenovaBio”, reitera ele.

O presidente do Sindalcool, no entanto, faz uma ressalva em relação à outra frente de trabalho que é na regulamentação da Resolução Nº 11, do Conselho Nacional de Política Energética. “Nós não estamos conseguindo avançar na defesa comercial no tocante a Resolução Nº 11, que estabelece que em qualquer importação, o importador deve guardar, ou seja, deve ter tancagem para armazenar pelo menos uma parcela da importação. Isso depende da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e nós estamos vendo um enorme favorecimento das distribuidoras nesta área e isso seria um ponto muito importante que precisa ser resolvido também a partir de uma decisão de governo”, argumenta Edmundo Barbosa.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, reitera que essa criação da cota e do limite de importação, com alíquota zero, reequilibra o mercado interno e traz alívio para toda a cadeia produtiva. “Essa decisão da Camex que, oportunamente, começou a ser solicitada pela Paraíba não apenas reequilibra o setor sucroenergético nacional, como é uma demonstração de sensibilidade do atual governo que reconheceu que era hora de estancar os prejuízos, que essa desastrada medida estava causando”, destaca Murilo.

O dirigente da Asplan lembra que essa redução para zero da tarifa da importação foi uma decisão intempestiva do governo da presidente Dilma. “Na época, o Nordeste foi contra, mas, mesmo assim, houve essa medida. Havia uma hipótese, no Centro Sul, de que os EUA também reduziria a zero a sua tarifa, o que nunca aconteceu, já que até hoje a tarifa dos Estados Unidos é 2,5%”, explica Murilo.

O presidente do Sindalcool lamenta que embora a medida tenha sido aprovada pela Camex, na semana passada, ainda é possível obter licenças de importação de Etanol Anidro. “Isto mostra que a Secretaria de Comércio Exterior está aceitando ainda pedidos de importadores. Há empresas com grandes volumes de produto já importado e ainda fazendo pedidos para os próximos meses. A influência dos Importadores e o interesse das distribuidoras em se auto abastecerem tem prejudicado a todos os produtores no Brasil”, afirma Edmundo, lembrando que é preciso requerer maior urgência do Governo e dos Parlamentares para a defesa da região Nordeste. “Há leniência na sistemática de internação / nacionalização do etanol importado, principalmente no porto de Itaqui, no Maranhão. Vai ser difícil controlar a tal cota de importação se eles ainda continuam permitindo requerer licenças”. Finaliza Edmundo.

Grupo de trabalho que está elaborando o Projeto de Incentivo ao Polo de Confecção do Sertão se reúne para definir prioridades

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Depois da definição do novo regime tributário para o setor têxtil no alto sertão da Paraíba, que já está em vigor e reduziu de 17% para 2% a alíquota do ICMS sobre a venda de produtos oriundos das micros e pequenas empresas de confecção instaladas no alto sertão da Paraíba, o desafio agora e elaborar o Projeto de Incentivo ao Polo de Confecção paraibano. Para tanto, foi criado um grupo de trabalho para estudar formas de estimular a produção das peças e fortalecer o arranjo produtivo local, incluindo a questão do acesso ao crédito, via Empreender e outras instituições. Nesta quinta-feira (31), o grupo se reuniu sob a coordenação do secretário executivo da Receita Estadual, Leonilson Lins e do deputado estadual Jeová Campos (PSB), que foi o principal articulador para que o Polo de Confecção do Sertão se concretizasse. A próxima reunião já está agendada para o dia 18 de setembro.

Nesta primeira reunião ficou definido que as empresas precisam adquirir uma máquina para lavagem de jeans, já que somente com esse equipamento fica viável a produção de peças com esse tipo de material e que será importante a implantação de um laboratório industrial de confecção na Escola Técnica de Cajazeiras para formar mão de obra para atuar nas fábricas da região. Além do secretário e do parlamentar, participaram da reunião e integram o grupo de trabalho representantes da CINEP, da Escola Técnica Federal de Cajazeiras, da Secretaria Estadual de Educação, do Empreender e ainda microempresários do setor têxtil do sertão paraibano.

“A decisão do Governador Ricardo Coutinho de instituir esse novo regime tributário é uma demonstração de que o governo tem sensibilidade para o tema e mais que isso tem uma visão de longo alcance, porque sabe que isso vai mudar, para muito melhor, a realidade de muitas pessoas e até da região e porque não dizer do próprio estado”, destaca Jeová. O deputado lembra que desde quando assumiu seu primeiro mandato de deputado, em 2007, iniciou um diálogo com o governo mostrando que no sertão da Paraíba se vivia um fenômeno muito importante, que era a atividade da venda da confecção, mas que apenas o governador Ricardo Coutinho, através da Secretaria da Receita, na pessoa do secretário Leonilson Lins, apoiou o pleito e se empenhou na formatação do Decreto do novo regime tributário, que institui uma alíquota de 2% para vendas na Paraíba e de apenas 1% para vendas fora do estado.

Jeová lembra que a região já conta com curso na área de vestuário, na Escola Técnica e que com o Laboratório essa formação profissional será ampliada. Segundo o deputado, a ideia é que até a 2ª quinzena de outubro todo o projeto esteja concluído e seja apresentado, em Cajazeiras, numa solenidade que vai contar com a presença do governador e do secretário que, na ocasião, reforçarão a importância do incentivo às micro e pequenas indústrias têxteis do alto sertão paraibano. “Já vislumbro o sertão da Paraíba, daqui a dez anos, como é as cidades produtoras do interior de Pernambuco, a exemplo de Santa Cruz e Toritama”, finalizou Jeová.

Deputado propõe que ALPB realize uma audiência pública para debater os prejuízos do fechamento de comarcas na Paraíba

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Durante a sessão desta quarta-feira (30), o deputado estadual Jeová Campos (PSB) propôs que a Assembleia Legislativa realize uma audiência pública para debater a questão do fechamento de Comarcas e a repercussão desse fato na vida dos cidadãos paraibanos. A sugestão do parlamentar é que a audiência seja realizada no próximo dia 06 ou no dia 14 de setembro. Para realização da audiência é preciso que a proposta seja aprovada em plenário.

“Recebi da Associação dos Analistas do Ministério Público um documento alertando sobre o fechamento das comarcas na Paraíba. Isso não é possível, porque o fechamento de uma comarca representa um retrocesso, desinstalar comarcas é o mesmo que extingui-las e nós temos que lutar para que isso não aconteça. Já fecharam zonas eleitorais e agora as comarcas. A quem interessa isso?”, questionou Jeová.

 

Maternidade de Patos amplia serviço de ambulatório de alto risco para gestantes

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A Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, está aumentando a oferta de um serviço muito importante para às gestantes de alto risco, com a ampliação dos atendimentos ambulatoriais para esse público. A iniciativa está inserida na política de saúde pública do estado que busca reduzir os índices de mortalidade materna, tendo como foco a ampliação deste serviço preventivo. Com a iniciativa, a unidade passa de dois para seis ambulatórios de alto risco.

“Essa ampliação do serviço vai possibilitar atender um maior número de gestantes, fazendo com que elas tenham a oportunidade de terem um acompanhamento mais criterioso e com isso diminuir o índice de complicações e morbidade durante essas gestações de alto risco”, explica o diretor geral da Maternidade, Dr. Umberto Marinho Júnior.

Antes da mudança, o ambulatório de alto risco da Maternidade funcionava dois dias, às terças e quintas-feiras, pela manhã. Desde a semana passada, houve o acréscimo de mais um dia, com a inclusão da segunda-feira, com atendimentos pela manhã e à tarde. Na terça-feira, o serviço continua pela manhã. Essa semana começa os atendimentos também nas quartas-feiras, à tarde, e os da quinta-feira, ganham mais um horário, funcionando em dois turnos, pela manhã e à tarde.

“Na semana passada, aumentamos um ambulatório, essa semana vamos incluir mais dois e, na primeira semana de setembro, disponibilizaremos mais um totalizando seis ambulatórios”, contabiliza Dr. Umberto. Ele lembra que essa ampliação é fruto de uma parceria com as instituições de ensino superior Faculdades Integradas de Patos (FIP) e a Faculdade Santa Maria (FSM), de Cajazeiras, do curso de Medicina, que estão cedendo os profissionais obstetras para fazer os ambulatórios com o acompanhamento dos alunos destas instituições.

Ampliando bases

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O deputado estadual Jeová Campos (PSB), cuja principal base eleitoral se encontra no sertão, neste segundo mandato, amplia seus horizontes com ações em outras regiões do estado. Na sessão desta terça-feira (29), na ALPB, foi aprovado o Requerimento Nº 7.780, de sua autoria, que solicitava à presidência da Cagepa, o imediato reestabelecimento do abastecimento de água do Sítio Paulo, localizado em Cuité de Mamanguape. “É um pleito justo e tem tudo a ver com meu mandado, que interage com a questão hídrica de forma direta. Além do que, sou deputado da Paraíba, não de uma região do estado”, disse o parlamentar.

 

Ele viverá para sempre

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“A partida de Dom José, em tempos de trevas, como vive o Brasil, deve ser momento de reflexão sobre o bem comum e a vida com qualidade, sem injustiças econômicas, com liberdade de expressão e fé cristã. Esse lindo homem de Deus, Dom José Maria Pires viverá para sempre, pois plantou sementes de amor ao próximo na vida dos mais humildes, que jamais o esquecerão. Que Maria o receba na pureza do amor que ele sempre pregou”, disse o deputado estadual Jeová Campos, em homenagem ao arcebispo emérito da Paraíba, falecido no último domingo.

 

 

Asplan comemora aprovação de PRS que coloca fim ao Funrural e diz que essa decisão corrige distorção que bitributava o setor produtivo

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O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 13/2017, de autoria da senadora Kátia Abreu (PMDB/TO) foi aprovado, nesta quarta-feira (23), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto suspende, em definitivo, a cobrança do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural), um imposto já considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto suspende a execução da lei 8.540/1992, que estabelecia uma alíquota de 2,1% sobre a receita da comercialização da produção agrícola. O PRS, que segue para promulgação, caso não haja recurso, foi aprovado com os votos dos senadores paraibanos Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB). Como o PRS é terminativo, não precisa passar por análise do Senado, nem da Câmara.

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), cujos associados vinham depositando o imposto em juízo, comemorou a decisão. “Ela repara uma injustiça com o setor produtivo e corrige uma distorção jurídica”, disse o presidente da Asplan, Murilo Paraíso. Ainda segundo Murilo, a aprovação do PRS 13 na CCJ, representa um alívio para o produtor rural brasileiro.  “Nós tínhamos uma bitributação, já que também recolhemos a Previdência sobre a folha de pagamento, o que não ocorre com o empregador urbano”, explica o dirigente canavieiro.

O advogado Jeferson Rocha, que representa a Asplan nesta questão do Funrural, lembra que essa decisão do Senado cumpre a Constituição ao retirar o Funrural do ordenamento jurídico. “O Senado Federal recebeu dois ofícios do STF, em 2013 e 2014, onde o Supremo orientava a retirada do Funrural do ordenamento jurídico, porque o tributo é inconstitucional. Contudo, essa orientação dada ao Senado pelo STF não foi obedecida. Esses ofícios  foram arquivados e, recentemente, depois do julgamento que contrariou decisões anteriores da própria Corte, que considerou constitucional a cobrança do Funrural, por uma votação de 6×5, a bancada ruralista reativou essa ideia dentro do Senado, a partir do PRS da senadora Kátia Abreu, que recebeu parecer favorável do relator, Jader Barbalho e hoje foi aprovado na CCJ em caráter terminativo”, esclareceu o advogado.

Ainda segundo Jeferson Rocha, a aprovação do Projeto de Resolução do Senado deverá resolver a questão do Funrural, tanto para o futuro quanto para o passado, pois seus efeitos terão alcance prospectivo e também retroativo.

Audiência pública que debateu obras da Transposição e conclusão do Eixo Norte foi bastante objetiva na opinião de Jeová Campos

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“A audiência foi muito boa, porque foi bastante objetiva, já que tratamos diretamente com o ministro Helder Barbalho do canal Caiçara-Engenheiro Ávidos, da questão da necessidade, urgente, do projeto de perenização do Rio Piancó-Piranhas-Açu, tiramos um encaminhamento da realização, em breve, de uma audiência com a presença do Senado Federal em parceria com a ALPB, em Coremas, e ainda tratamos sobre o canal do Apodi”. Essa avaliação foi feita pelo deputado estadual Jeová Campos, que participou nesta quarta-feira (23), da audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal, em Brasília.

Para o parlamentar, que saiu da audiência convencido que os encaminhamentos necessários para efetivação do projeto de integração das bacias do Rio São Francisco, bem como do Programa de Revitalização do Rio São Francisco e demais obras complementares estão sendo feitos, a grande preocupação agora é quanto ao canal do Apodi que precisa contemplar a barragem de Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, e também a barragem de Capivara. “A audiência foi muito representativa e me animou muito para a continuidade da luta pela perenização do Rio Piancó”, disse o deputado, lembrando que, em breve, será realizada a Caravana das Águas do Vale do Piancó para incorporar força e valor nessa luta pela perenização do Rio.

Durante a audiência, Jeová parabenizou o ministro Helder Barbalho pela participação nos debates sobre a transposição e fez várias indagações sobre como está à questão da adutora de São José de Piranhas que vai levar água para Boa Vista, sobre o Canal Caiçara-Engenheiro Ávidos, já que o Rio Tamanduá não existe mais e ainda sobre o caminho das águas, a partir de Caiçara, se passa por Lagoa do Arroz e Capivara, que segundo o deputado contempla uma área muito importante no sertão da Paraíba. Jeová ainda fez uma proposta de encaminhamento sobre a perenização do Rio Piancó que, segundo ele, é crucial já que o Rio, este ano, recebeu água somente uma vez e Coremas está seco. “Tanto o povo da Paraíba, quanto do Rio Grande do Norte precisam dessa água”, lembrou o parlamentar.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, apresentou os dados, e respondeu as indagações. Sobre o início das obras do Apodi, por exemplo, ele disse que não será possível iniciar este ano, por causa do prazo da licitação, mas garantiu que até o final deste ano o projeto executivo da obra estará pronto e em 2018 fará o processo licitatório. Ele disse ainda que há uma perspectiva de novas adutoras de engate rápido, que envolve cerca de R$ 200 milhões para os estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará e reforçou que o aporte financeiro é imprescindível, seja para as obras estruturantes ou para as obras emergenciais.

No final, o ministro agradeceu a oportunidade e participação de todos e reiterou que esses debates servem para aprimorar o trabalho que está sendo realizado pelo Ministério da Integração. “Essas ações vão melhorar a segurança hídrica de todo o Nordeste brasileiro, por isso são prioritárias na agenda do Governo”, finalizou o ministro.

Situação das estradas vicinais de Santa Rita compromete escoamento de produção e coloca população da zona rural e usuários das vias em risco

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Pontes com comprometimento na estrutura ou feitas de improviso pela população, crateras nas estradas e em suas encostas, além de estradas estreitas que comprometem a segurança de quem dirige veículos de grande porte, lama e imensas poças d´água no inverno e muita poeira durante o verão. Essa realidade das estradas vicinais do município de Santa Rita foi debatida na manhã desta quarta-feira (23), durante uma sessão especial realizada na Câmara Municipal da cidade sob o tema ‘Infraestrutura do Escoamento da Produção Agrícola da região da Bacia do Gramame/Mamuaba’. Vereadores, produtores rurais, trabalhadores e representantes de órgãos estaduais e entidades de classe se revezaram na tribuna da Casa para debater o problema e buscar soluções que resolvam a questão das estradas do município que, atualmente, se encontram em precárias condições de uso.

No início da sessão, a produtora Ana Claudia Tavares, fez uma apresentação com slides mostrando a realidade das estradas do município que é grande produtor de cana-de-açúcar, abacaxi, inhame, batata-doce e macaxeira. As fotografias mostraram as péssimas condições de tráfego das vias vicinais do município, especialmente, a PB 016, compreendida entre o trecho que liga a Vila Pousada do Conde até Odilândia, passando por Cicerolândia.  “Esse é um problema que é da competência do poder público e que, a cada safra, tem sido absolvido pela população com medidas paliativas”, reclamou o vice-presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, um dos oradores da sessão especial.

Segundo ele, que tem uma propriedade na região, recentemente, um médico que foi fazer os exames admissionais de seus 100 empregados teve que abandonar o carro e fazer um trecho do percurso a pé, simplesmente, porque a estrada não ofereceu condições seguras de tráfego e acesso à propriedade. Alunos deixaram de estudar durante uma semana pelo mesmo motivo. “Isso é inadmissível e acontece com frequência prejudicando moradores, produtores e a população em geral”, reiterou Nonato, sugerindo que a resolutividade do problema pode estar na estadualização de algumas vias. O diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, além de Neto Siqueira, José Américo Filho e Marcos Tavares, que são produtores da região e associados da Asplan, também participaram da sessão.

O gerente de Transporte do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba (DER-PB),  Fleming Cabral, concordou que essa pode ser uma alternativa ao problema, mas reiterou que a estadualização de vias deve preencher alguns critérios. “De fato, com essa mudança, o Governo do Estado passaria a ser responsável, ao invés do município pela manutenção das vias, mas isso requer estudos, um Projeto de Lei, etc e não acontece de imediato. O ideal é buscar parcerias entre os governos municipal, estadual e federal que viabilizem essa recuperação ou construção de novas estradas”, disse o representante do DER que, na ocasião, falou dos investimentos do atual governo na melhoria da malha viária da Paraíba. Segundo Fleming,  o atual governo, através do DER, investiu mais de R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura viária, dos quais R$ 23 milhões diretamente em Santa Rita.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais da Paraíba (Fetag), Liberalino Ferreira, além do viés econômico, com prejuízos para o escoamento da produção, a precariedade das estradas vicinais de Santa Rita compromete, sobretudo, a vida e qualidade de vida das pessoas. “Como falar em progresso e desenvolvimento se os estudantes têm seu direito de ir à escola comprometida por causa de estradas intransitáveis? E como fica a segurança dos caminhoneiros que trafegam em estradas estreitas, que mal cabem um caminhão, cheias de lama, buracos e pontes precárias? Até quando a vida das pessoas será colocada em risco? Esse é um assunto urgente que já foi adiado e não pode ser mais”, destacou Liberalino, cujo discurso foi reforçado pelo produtor rural, Severino Ernesto de Miranda (Biu Ernesto). “Só temos renda se tivermos estrada. Só temos segurança com boas estradas e só teremos a solução deste problema com a união de todos”, reiterou ele.

O deputado Trocolli Júnior, que representou a Assembleia Legislativa na sessão especial, lembrou que o atual governo estadual foi o que mais atenção teve com as estradas da Paraíba e reiterou seu compromisso de se juntar aos vereadores de Santa Rita, aos produtores rurais e os trabalhadores do campo para buscar soluções para resolver essa questão da precariedade das vias vicinais e ainda buscar recursos para construção do acesso metropolitano.

No final da sessão, foi facultada a palavra para os populares que reforçaram a importância da recuperação das estradas e, em seguida, os vereadores se revezaram na Tribuna para reiterar o compromisso deles com essa pauta. O vereador Carlos Júnior lembrou que essa não é uma luta de ‘senhores de engenho’, mas, um clamor da sociedade de Santa Rita, especialmente, das famílias que produzem e moram na zona rural que, somente em Cicerolândia e Odilândia, somam 11 mil pessoas.

O presidente da Câmara e autor da propositura da realização da sessão especial, Gustavo Santos (Podemos), encerrou o evento que teve como encaminhamentos a formação de uma comissão especial que vai representar a Casa nas ações que busquem soluções para melhoria das estradas, além da realização de uma audiência pública na ALPB. “Essa sessão não vai se esgotar nas falas aqui expostas. Ela vai se desdobrar em ações efetivas que vão dar as devidas soluções para esse problema e as resposta que a população merece e espera que aconteçam”, finalizou o parlamentar.

Deputado Jeová Campos participa de audiência pública em Brasília que vai debater obras da Transposição e conclusão do Eixo Norte

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Deputado Jeová Campos vai participar da audiência e arguir ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, sobre conclusão do trecho e obras complementares

 

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal realiza, nesta quarta-feira (23), uma audiência pública para debater a retomada das obras do Eixo Norte e do Ramal do Apodi, que fazem parte do projeto de integração das bacias do Rio São Francisco, bem como do Programa de Revitalização do Rio São Francisco e demais obras complementares.O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, é quem vai apresentar os dados. O deputado estadual Jeová Campos vai participar da audiência pública que acontecerá, a partir das 9h, no Anexo II, Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 19.

De acordo com o parlamentar paraibano, ele vai aproveitar a oportunidade para tratar com o ministro sobre outras questões além da conclusão das obras do Eixo Norte. “Vou abordar a questão do canal que liga Caiçara a Engenheiro Ávidos, a situação da perenização do Rio Piancó e do Ramal do Apodi, que é também de interesse de Lagoa do Arroz, e ainda da barragem de capivara”, destaca Jeová.

Ainda segundo Jeová, o ministro deve abordar o cronograma da retomada da obra de conclusão do Eixo Norte. “A empresa que ganhou a licitação, ou seja, o consórcio, já foi contratado, já há mobilização na região, mas nós queremos saber como está essa mobilização e detalhes deste cronograma, cuja obra beneficiará o sertão de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará”, finalizou Jeová, que por conta deste compromisso em Brasília, só retomará a ALPB na sessão da próxima quinta-feira.