Month: abril 2017

Asplan e Creci promovem palestra com dicas e orientações sobre educação financeira

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Evento, que será conduzido pelo gestor financeiro pessoal, Rodrigo Leone,

 será realizado no auditório da Asplan, no dia 04 de maio, a partir das 8h30

Saber lidar com o dinheiro, a fim  de ter uma vida financeira equilibrada não é tão fácil como se imagina. Inclusive, porque, na maior parte dos casos, as pessoas não têm disciplina quando o assunto se relaciona a finanças. E para melhor orientar seus associados e colaboradores nessa questão, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em parceria com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba – CRECI, promove a palestra “Estresse financeiro: causas, consequências e solução”, no próximo dia 04 de maio, a partir das 8h30, no auditório da entidade, na Rua Rodrigues de Aquino, 267, Centro, em João Pessoa. A entrada é franca e facultada ao público.

O objetivo da palestra, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira, é disseminar conscientização financeira promovendo, a partir daí, uma melhor qualidade de vida para as pessoas, especialmente, os associados e colaboradores da entidade. “Entendemos que somente conseguimos atingir nossos objetivos e preservar nossas conquistas com conhecimento, informação, disciplina, comprometimento e estratégia e tudo isso concentrado no que entendemos por educação financeira. Se a pessoa consegue atingir um equilíbrio, terá melhor qualidade de vida e, consequentemente, será mais feliz e produtiva”, destaca Kiony.

De acordo com a programação, a palestra que terá uma duração de, aproximadamente, uma hora, vai abordar vários aspectos da economia doméstica, com dicas e informações de como evitar o endividamento, gastar mais do que se ganha, preparar-se para a aposentadoria, etc. O palestrante tem larga experiência na área, é autor de vários livros sobre o tema e é doutor em Otimização, Mestre em Matemática e Especialista em Administração Financeira. Não é preciso fazer inscrição prévia, no entanto, as vagas serão destinadas, prioritariamente, para os associados e colaboradores da Asplan.

Produtores do Nordeste não precisam aderir ao PRT da Receita Federal porque já faziam regularmente o recolhimento do Funrural

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Os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste, associados às entidades de classe da região, a exemplo da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), não deixaram, em momento algum, de recolher o imposto referenta ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e, portanto, não têm risco algum de pagar multa, nem precisam aderir ao Programa de Regularização Tributária (PRT), instituído pela MP nº 766/2017, que permite saldar dívidas referentes ao imposto junto a Receita Federal. A informação foi repassada pelo advogado Jeferson Rocha.

De acordo com o advogado, a medida anunciada pela Receita  Federal diz respeito somente àqueles que não recolheram o Funrural por força de alguma decisão judicial ou por outro motivo. “Isso não é o caso da Asplan, da Associação de Pernambuco, de Sergipe, Rio Grande do Norte e Alagoas. Esse assunto não diz respeito aos produtores destas localidades, porque eles nunca deixaram de recolher o tributo que sempre foi descontado no momento da comercialização da matéria-prima”, esclarece Jeferson Rocha.

O diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouvêa, reitera que a negociação através do PRT interessa, portanto, apenas aos produtores que deixaram de recolher o imposto. “Estamos fazendo esse esclarecimento, porque como a Receita Federal anunciou esse Programa, alguns associados nos procuraram com dúvidas em relação a como proceder”, destaca Oscar. Ele lembra, no entanto, que no próximo dia 03 de Maio, em Brasília, haverá uma audiência pública  onde vai ser debatido a questão do Funrural para quem deixou de recolher o imposto e também para quem pagou e busca um ressarcimento do que foi pago enquanto a cobrança do imposto estava sub judice. “Essa audiência será importante e decisiva e vai precisar do envolvimento da classe produtiva”, finaliza Dr. Jeferson Rocha.

Uso de lona em caminhão de cana-de-açúcar será obrigatório em todo o país a partir de 1º de junho

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Resolução do CONTRAN vale para todas as vias públicas do país

A partir do dia 1º de junho será proibido que caminhões canavieiros trafeguem em rodovias municipais, estaduais e federais sem que as cargas de cana “in natura” estejam cobertas. A resolução 618, do Conselho Nacional de trânsito (CONTRAN) já era para ter entrado em vigor desde 2016, mas entidades do setor solicitaram adiamento da data, argumentando que não havia tempo hábil para inserir dispositivos que facilitem a colocação das lonas ou telas nas mais de 23 mil gaiolas em circulação no país. O CONTRAN já anunciou que não vai mais prorrogar a data e que os veículos que não se adequarem a nova legislação serão apreendidos.

Em 2014, o CONTRAN havia publicado uma resolução que liberava até  1º de setembro de 2016 os caminhões canavieiros do uso obrigatório de lonas no transporte de cana-de-açúcar, em vias públicas. A pedido da cadeia produtiva, já que isso vai alterar a logística do transporte, inclusive com aumento de custos, esse prazo foi ampliado para junho deste ano. A cobertura com lonas de todas as cargas de sólidos a granel é obrigatória desde 28 junho de 2013 e foi determinada pela resolução 441, também do CONTRAN.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, afirma que a medida é salutar porque aumenta a segurança nas estradas, mas lamenta que o setor produtivo tenha que absorver mais um custo em sua planilha. “Logicamente que a aquisição da lona, a mão de obra para envelopar o caminhão vai trazer um custo adicional para a cadeia produtiva, mas concordo que o envelopamento da carga tornará o transporte da cana ainda mais seguro”, destaca Murilo.

Deputado propõe ao presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB que envie documento ao TRF solicitando revogação de decisão

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Tribunal concedeu ontem (25) liminar suspendendo licitação do trecho da transposição no Eixo Norte.

 Sem esse trecho, as águas do São Francisco não chegam ao sertão da Paraíba

 

 O deputado estadual Jeová Campos (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (26), para criticar a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que concedeu uma liminar, nesta terça-feira (25), suspendendo a licitação do trecho da transposição do rio São Francisco. As obras deste trecho estão paralisadas desde julho do ano passado e sem essa conclusão os municípios do sertão e do Vale do Piancó, na Paraíba, não serão contemplados com as águas da Transposição.

O parlamentar propôs ao presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB, Renato Gadelha, que fizesse um documento, em nome da Casa de Epitácio Pessoa, endereçada ao desembargador Souza Prudente. “É preciso que essa decisão seja revogada, porque não se trata, neste caso, de uma mera disputa de empresas, mas, de uma necessidade inadiável para o enfrentamento de um problema gravíssimo. Hoje é dia 26 de abril e até agora nós não tivemos recarga de água nos nossos mananciais do sertão, e não há a menor expectativa de Engenheiro Ávidos então não tem sentido um desembargador que não conhece nossa realidade fazer essa suspensão”, destacou Jeová.

Ele lembrou que caso o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho tivesse feito um contrato de emergência, como sugeriu a bancada estadual paraibana durante audiência, em Brasília, no dia 21 de setembro do ano passado, a obra estaria perto de ser concluída. “Infelizmente, o ministro não tomou essa iniciativa, mesmo tendo a prerrogativa da Lei que faculta em casos emergenciais a celebração de contratos de emergência. E agora vem um desembargador, desavisado, é concede uma liminar suspendendo a licitação”, reiterou Jeová.

Ainda segundo ele, a empresa que entrou com esse pedido de suspensão não atendia um dos itens técnicos da licitação. “Eu tive o cuidado de ler o edital e sei que essa empresa não tem capacitação técnica para executar a obra e o consórcio vencedor Emsa-Sito tem essa capacitação”, disse Jeová, complementando que, em sua leitura, “essa briga é inadequada, inoportuna e sem sentido e até sacana de uma empresa que sabe que não tem condições técnicas de executar o serviço”. O trecho da obra vai beneficiar mais de 7 milhões de pessoas nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

Deputado Jeová Campos convoca população para apoiar greve geral da próxima sexta-feira

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“Eu quero dizer que estou, literalmente, integrado, determinado, apoiando esse movimento de sexta-feira, que é um basta nessa que, sem dúvida nenhuma, é a proposta mais imoral, mais maldosa que se apresentou até hoje contra o povo brasileiro, que é essa PEC 287, que trata da Reforma da Previdência”, disse hoje (25), durante a sessão da ALPB, o deputado estadual Jeová Campos (PSB).

Na opinião do parlamentar, só há uma saída para o Brasil que é o ‘Fora Temer’. “Esse governo não tem legitimidade alguma. Se ele tivesse sido votado, ele não proporia essa vergonha ao país. Essa proposta de Reforma da Previdência não passa de um escândalo, de um autocrático que se estabeleceu no comando da República com um golpe que, lamentavelmente, foi articulado, sordidamente, nos porões do poder internacional e do país. Eu apoio essa luta, inclusive, estarei na cidade Tavares participando de um grande evento regional contra a Reforma da Previdência”, destacou Jeová.

O deputado lembrou que toda greve tem suas consequências, mas, que em determinadas circunstâncias, ela é a única alternativa de reivindicar mudanças. “O bom seria que a gente pudesse viver em paz, mas esse governo não quer que a gente viva em paz e ai nós somos obrigados a peitá-lo e só tem uma forma de fazer isso, que é através da luta democrática, com o povo nas ruas. Por isso, vamos todos à greve geral”, destacou Jeová.

Segundo ele, o país vive tempos muito difíceis. “Assistimos a um Congresso decomposto, do ponto de vista ético e moral, que nos impõe um conjunto de proposta que só defende os ricos e os poderosos, que oprime os mais humildes e prejudica os trabalhadores. E essa reforma da previdência é o ápice desta imoralidade. Mas tem ainda a reforma trabalhista, a tentativa de passar a lista fechada, entre tantos outros desatinos, mas, sairemos desta situação e viraremos a página desta negra história com a força da mobilização popular”, finalizou Jeová.

Fechamento de comarcas no interior preocupa deputados e ALPB solicita audiência com o presidente do TJPB

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O TJ, segundo o deputado Jeová Campos, ao invés de fechar comarcas deveria fazer a redistribuição de juízes para o interior, facilitando o acesso da população à Justiça

 

“Campina Grande e João Pessoa possuem 47 juízes auxiliares. Só em Campina Grande nós temos 51 juízes. Ai, por que o Tribunal de Justiça vai fechar a comarca de Coremas? Por que vai fechar a comarca de Água Branca? Por que vamos rebaixar a comarca de segunda entrância de São João do Rio do Peixe para primeira entrância quando lá tem mais de cinco mil processos, entre ativos e paralisados?”, indagou o deputado estadual Jeová Campos (PSB) durante discurso na ALPB, na manhã desta terça-feira (25). O presidente da Casa, deputado Gervásio Maia, lembrou que a Mesa Diretora solicitou uma audiência com o presidente do TJPB, desembargador Joás de Brito, para debater essa questão e que ela deve ocorrer nesta quarta-feira (26).

O parlamentar, que e advogado por formação, conhece a dificuldade de quem mora no interior e precisa recorrer à Justiça e fala com propriedade sobre o prejuízo da população com o fechamento de comarcas e essa centralização de magistrados na capital e em Campina Grande. “A comarca de São João do Rio do Peixe, por exemplo,  já trabalha com dificuldades com dois juízes, imagina como vai funcionar com um juiz, se essa mudança ocorrer. Como ficam as pessoas das cidades do interior que já sofrem com o acúmulo de processos se mais comarcas forem fechadas? Esse é um assunto sério que precisa ter a devida atenção desta Casa”, destacou o parlamentar.

Segundo Jeová, com 47 juízes em Campina Grande e outros tantos na capital não haveria necessidade de fechar as comarcas de cidades do interior. “O TJ ao invés de fechar comarcas deveria fazer a redistribuição destes juízes para comarcas do interior. Esse critério de juiz auxiliar, infelizmente, está esvaziando as comarcas da Paraíba porque ela é uma forma de se fazer remoções. Se continuar assim vamos deixar sem acesso à Justiça a população dos lugares mais distantes, afirmou Jeová, lembrando que hoje, os magistrados passam no concurso e só querem atuar em Campina Grande ou João Pessoa. “Ai eu pergunto: Vamos acabar com a Justiça na Paraíba porque os novos juízes só querem atuar na capital e morar na beira da praia? Quem não quiser trabalhar no interior que vá fazer concurso em outro Estado.”, finalizou Jeová.

Deputado Jeová Campos participou de audiência pública em Lagoa Seca para debater as implicações da Reforma da Previdência

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Parlamentar aproveitou o momento para convocar para a

Greve Geral programada para o dia 28, contra a PEC 287

 

“Essa reforma da Previdência, proposta pelo atual governo, é o que de pior pode acontecer para o trabalhador brasileiro, pois ela além de tirar direitos e penalizar a classe trabalhadora, vai prejudicar a camada mais pobre da população brasileira. Essa proposta é uma maldade com os trabalhadores deste país e a sociedade brasileira precisa se mobilizar contra esse absurdo, portanto, é fundamental darmos total apoio a greve geral que vai acontecer nesta sexta-feira, dia 28”, disse o deputado estadual Jeová Campos, durante uma audiência pública sobre a Reforma Previdenciária, na tarde desta segunda-feira (24), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca.

O deputado disse que na sexta-feira (28), a partir das 9h, vai participar de um grande movimento, na cidade de Tavares, para apoiar a luta dos trabalhadores brasileiros contra a Reforma Previdenciária. “Esse é, sem dúvida, o maior conluio contra o trabalhador brasileiro, especialmente, os mais humildes e os agricultores, pois, o grande artífice deste golpe tem nome e sobrenome e cargo no governo. Trata-se de Marcelo Caetano. Esse senhor é, simultaneamente, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda e, ao mesmo tempo, pasmem, membro do conselho deliberativo de uma instituição chamada BrasilPrev. Esse BrasilPrev é uma das maiores instituições de previdência privada deste país”, disse Jeová.

Para o parlamentar, somente o povo unido e mobilizado pode conseguir barrar essa reforma que, na opinião dele, não mexe em nada na previdência social para resolver seu problema de caixa. “Da forma como a reforma está sendo encaminhada, ela acaba com os direitos dos trabalhadores e favorece grades grupos econômicos. É, na realidade, um grande conluio, das grandes estruturas econômicas do mundo, para colocar no colo do trabalhador brasileiro, principalmente, dos agricultores, uma conta que não é deles. Essa proposta é, sem dúvida nenhuma, a maior covardia contra os trabalhadores brasileiros”, disse Jeová, conclamando os trabalhadores para aderirem à greve do dia 28.

‘Sem a análise e correção do solo não há eficácia na adubação’ afirma especialista em solo e nutrição de plantas

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Professor Dr. Emídio Cantídio Almeida, do DEPA/UFRPE, proferiu palestra, nesta quarta-feira (19), para produtores de cana da Paraíba, na sede da Asplan

 

Para atingir a eficiência na aplicação dos nutrientes, é necessária a análise do solo e análise foliar a fim de detectar e corrigir as deficiências apresentadas pela cultivar. Sem a devida correção, não haverá eficácia na adubação. Essa afirmativa feita pelo professor Dr. Emídio Cantídio Almeida, do DEPA/UFRPE, durante a palestra “Correção do Solo e Manejo Nutricional da Cana-de-açúcar cultivada nos solos da Paraíba’’, realizada nesta quarta-feira (19), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), parece óbvia, mas, nem sempre é seguida à risca pelos produtores rurais, o que causa perdas de produtividade, além de desperdício de recursos.

“A análise e correção do solo são etapas fundamentais para um bom plantio porque, só assim se terá uma melhor resposta da adubação e, consequentemente, do desenvolvimento da planta”, disse o professor Emídio, lembrando que os solos onde se planta cana na Paraíba têm deficiência de fósforo e baixo PH sendo, portanto, necessário, a correção com calcário, fósforo e magnésio. Durante sua palestra, Dr. Emídio mostrou através de fotografias e gráficos, várias experiências nutricionais, de diversos experimentos, que demonstraram a diferença da evolução da planta e, consequentemente, de sua produtividade, quando acontece uma adubação adequada, no tempo certo.

O professor destacou a importância da escolha dos produtos a serem utilizados na correção e adubação do solo, lembrando que o produto pode ser excelente, mas colocado em quantidade insuficiente ou desnecessariamente vai prejudicar a planta ao invés de contribuir para sua produtividade. “O gesso, por exemplo, se for colocado em excesso pode ocasionar perdas para a planta”, disse ele.

O produtor Neto Siqueira apresentou, na ocasião, resultados de um experimento na fazenda Maracanã, em Santa Rita, de propriedade de sua família, que comprova tudo o que o professor Emídio colocou como fundamental em qualquer cultivo e que aumenta a produtividade quando a correção do solo e feita de forma correta. “Em nossa propriedade conseguimos aumentar de 58 toneladas por hectare, em 2014, para 76, em 2015”, disse o produtor, enfatizando que a ‘pseudo economia’ que o produtor pensa fazer restringindo no uso do fertilizante, termina por reverter em perca de produtividade por hectare. Na Maracanã, eles obtiveram um ganho de R$ 1.200,00 por hectare neste experimento, mesmo enfrentando um déficit hídrico no período. “Não vale a pena essa economia. No final, ela se reverte em prejuízo”, complementou o produtor Raimundo Nonato, vice-presidente da Asplan e proprietário da Fazenda Maracanã.

O produtor José Inácio lembrou, na ocasião, que o cultivo do abacaxi nas áreas de renovação dos canaviais ajuda também na recuperação dos solos, que absorvem os resíduos da matéria orgânica acumulada durante o ciclo produtivo da fruta e que ela é uma boa alternativa já que se adapta muito bem no tabuleiro costeiro do Nordeste.

Depois da palestra e das explanações, o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, fez o encerramento do evento, que fez parte de um ciclo de palestras realizado pelo Departamento Técnico da entidade (DETEC), agradecendo a palestra de Dr. Emídio, enaltecendo-a como ‘extremamente esclarecedora e oportuna para melhor orientação dos plantadores de cana da Paraíba’. “Esse tema de correção e nutrição de solo é muito importante e precisa estar sempre em pauta na Asplan”, disse ele, já convidando o professor para outro evento, em breve.

Mesmo com melhor topografia custo de produção de cana na Paraíba ainda é maior que em Pernambuco

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Levantamento foi feito pelo Departamento Técnico da Asplan e

apresentado durante palestra técnica nesta quarta-feira (19)

 

            Apesar de ter melhor topografia que o estado de Pernambuco, o custo de produção por hectare da cana-de-açúcar na Paraíba ainda é maior 2,5% que no estado vizinho. Esse e outros dados em relação à diferença de custos de produção entre o segundo e terceiro maiores produtores da matéria-prima no Nordeste foi apresentado, nesta quarta-feira (19), durante a palestra técnica “Avaliação do ATR do Estado da Paraíba 2016/2017 e do custo de Produção de Cana-de-Açúcar”. Os dados foram levantados pelo Departamento Técnico (DETECT, da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e apresentados pelo consultor e professor Dr. Francisco de Assis Dutra Melo da EECAC/UFRPE e pelo agrônomo da Asplan, Luís Augusto de Lima.

Segundo o levantamento, baseado em dados da safra 2016/2017, por hectare de cana plantado na Paraíba, o produtor investe em maquinário R$ 797,98, enquanto que em Pernambuco esse custo sobe para R$ 981,54, numa diferença de 23%. Já no iten insumos produtor da Paraíba tem um custo de R$ 712,33, enquanto que em Pernambuco esse custo é bem menor, ou seja, R$ 484,72. As diferenças de despesas administrativas também são grandes, já que na Paraíba esse custo é de R$ 912,46 e no estado vizinho é 51,6% menor, ou seja, R$ 441,77. O custo da mão de obra é maior em Pernambuco R$ 1.470,07, enquanto que na Paraíba é R$ 1.043,65. Pelo estudo, a produção de cada hectare na Paraíba tem um custo de R$ 3.466,42, enquanto que em Pernambuco é de R$ 3.378,10.

Quando se avalia o custo de produção por tonelada de cana, o estudo aponta que na Paraíba esse custo é de R$ 77,03, enquanto que em Pernambuco é de R$ 75,07, quando somados o investimento em maquinário, mão de obra, insumos e despesas administrativas. Já quando se avaliou o custo operacional de R$/hectare, em Pernambuco se chegou ao valor de R$ 5.587,71, enquanto que na Paraíba esse valor é de R$ 5.546,59.

A apresentação dos dados gerou certa polêmica já que, tradicionalmente, os custos de Pernambuco são maiores que a Paraíba, mas, depois de debates com a plateia, chegou-se a conclusão de que os investimentos tecnológicos na Paraíba superam os de Pernambuco. O diretor tesoureiro da Asplan, Oscar Gouvêa citou, como exemplo, o uso de enraizadores e irrigação que propiciam alteração do custo de produção. A adubação foi outro item colocado como diferenciação dos custos já que se evidenciou que na Paraíba, por ter solo menos fértil que o do estado vizinho, se faz duas adubações, enquanto que em Pernambuco isso ocorre, comumente, uma única vez por safra.

“Há muitos custos envolvidos na produção de cana, por isso, é fundamental que o produtor faça um controle rígido de seus investimentos para melhor avaliar seus lucros ou corrigir falhas que lhe deem prejuízo”, avalia pelo consultor e professor Dr. Francisco de Assis Dutra Melo. Segundo ele, para ter lucro, atualmente, o produtor tem que ter uma remuneração acima de R$ 100,00 por tonelada. “Abaixo disso, ele nem empata o investimento”, disse ele.

Depois da palestra e dos debates, o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, fez o encerramento do evento, que faz parte do ciclo de palestras realizado, mensalmente, pelo Departamento Técnico da entidade (DETEC). O coordenador do DETEC, Vamberto Rocha, avaliou como positivo o evento. “Os dados que apresentamos mostram a atual realidade de custos de produção da cana em nosso estado e em Pernambuco. Os debates foram produtivos e mostraram que os produtores estão atentos aos custos e mais cuidadosos no trato com a cultura”, destaca Vamberto.

Deputado festeja chegada das águas do Eixo Leste, em Boqueirão, e sugere que a ALPB faça uma grande ação para cobrar a obra do Eixo Norte

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“Ontem, eu vivi uma cena muito prazerosa, quando estava em Boqueirão, em Cabaceiras, e escutei, no final da tarde, uma verdadeira sinfonia de sapinhos com a felicidade da chegada das águas da transposição no açude Epitácio Pessoa. Se eu senti essa alegria nos ouvidos, por participar daquele momento que a natureza me brindava, por outro lado ficou uma angústia, como sertanejo que sou, por causa da incerteza da chegada das águas no sertão paraibano, por causa da paralisação das obras no Eixo Norte”, destacou o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na ALPB na manhã desta quinta-feira (20). O parlamentar sugeriu que a ALPB, no âmbito da Comissão Parlamentar da Água, mobilize a sociedade civil organizada para fazer uma inspeção técnica e uma grande ação mobilizadora no Eixo Norte, em Pernambuco.

“Nós precisamos juntar as forças, as mãos, as mentes, convidar as igrejas, a federação da Indústria, do Comércio, dos trabalhadores da agricultura, as representações civis da Paraíba para fazermos essa inspeção e uma grande mobilização”, disse o deputado que, inclusive, já se antecipou e pediu a sua assessoria técnica para formular um requerimento neste sentido. O requerimento Nº 7.144 não pôde ser votado na sessão de hoje, por falta de quórum, mas deve entrar na pauta do dia da próxima terça-feira (25). “A proposta é começarmos a organizar uma grande caravana, uma ação bonita, que seja capaz de sensibilizar o governo federal. Não adianta irmos meia dúzia de deputados, isso a gente já vem fazendo”, disse Jeová.

Para ele, essa ação se justifica pelo fato de que é necessário pressionar o governo federal para que seja dada a ordem de serviço para a retomada das obras do Eixo Norte, que estão paradas desde julho do ano passado. “É também preciso que se conclua o projeto técnico do Eixo do Vale do Piancó, pois perenizar o Rio Piancó é fundamental para que se possa garantir a situação de Coremas que, este ano, apesar das boas chuvas, está com seu volume bastante baixo. É preciso fazer, daqui para o final de junho, a licitação do canal que liga Caiçara a Engenheiro Ávidos. Então nós precisamos continuar a mobilização, pois ainda faltam essas questões para a chegada das águas no sertão”, afirma Jeová.

Se no Eixo Leste, que é esse do açude Epitácio Pessoa, explica o deputado, a água já chegou, mesmo existindo algumas questões a serem resolvidas, a exemplo das instalações de bombas definitivas, pelo menos, agora eles têm água dentro do açude. “Campina Grande, acredito eu, pelo que eu vi, pelo volume da água que chegou e a tendência é aumentar aquele volume, nos próximos 60 dias, deve se livrar do racionamento. E isso para nós paraibanos, que temos orgulho de Campina, é um prazer muito grande. Mas, é preciso pensar no sertanejo que ainda sofre com a falta de água”, finaliza o deputado.