Estoque do Banco de Leite de Patos está crítico e se não houver mais doações prematuros podem ficar sem receber o produto

O que o banco tem em estoque hoje só dá para alimentar

os recém-nascidos que estão na maternidade por mais sete dias

 

O estoque do Banco de Leite Humano Dra. Vilani Kehrle, da Maternidade de Patos, está com apenas 29 litros. Atualmente, somente 13 doadoras fornecem o leite para a instituição, assim mesmo com regularidade variada. A situação é crítica e pode comprometer a alimentação dos cinco recém-nascidos que estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal, dos três bebês que estão na UCIN, dos sete que se encontram  no alojamento Mãe-Canguru e de um prematuro que está no pavilhão da maternidade e que necessitam do leite materno para sobreviver.

Para se ter ideia da grave situação do banco neste momento, basta lembra que a dieta dos RN é feita a cada três horas e que juntos, os 16 bebês que estão hoje na maternidade, consomem, em média, quatro litros/dia e como não têm previsão de alta, pois isso depende do ganho de peso e das condições de saúde de cada um, se os estoques não forem repostos a quantidade que está no banco só dá para alimentá-los por mais sete dias. “Isso sem contar com novas necessidades, já que todo dia há vários partos na maternidade e esse quadro se altera a cada momento”, diz a coordenadora do banco de leite, Joana Sabino, lembrando que o banco já chegou a ter um estoque de 180 litros.

Joana faz um apelo às mães para que doem o excesso de leite. “É um ato de amor, que não prejudica o filho da doadora, pois o leite doado é o excedente, ou seja, é o que não é utilizado para o bebê que suga o leite da mãe. Além do que, quanto mais o seio é estimulado, maior será a produção’, destaca Joana. Ela lembra que para doar, basta que a mulher apresente o cartão da gestante e esta com os exames em dia que o banco fornece o kit de coleta, com luvas e potes, e a retirada é feita sem que a doadora tenha que sair de casa, em domicílio. “A ajuda é valiosa e salva vidas”, afirma Joana, lembrando que o leite materno ajuda na recuperação e faz com que os bebês deixem a maternidade mais rápido, além de proteger contra infecções gastrointestinais e, por isso, o risco de mortalidade infantil é reduzido.

Postado em: 20/04/2016, Por : News Comunicação

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *